Junho de 2009
5 de Junho de 2009
Extraido do Araribóia On Line.
Governo quer proteger mata ciliar
Por Patrick Monteiro
Com o objetivo de preservar as matas ciliares que ficam nas margens dos rios, o Governo do Estado lançou o projeto “Florestas para a Vida”. O lançamento foi no Salão São Thiago, no Palácio Anchieta, no dia 5 de junho. O projeto é uma parceria entre o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Regional (Sedurb).
Beneficiando as bacias do Jucu e Santa Maria o “Florestas para a Vida” pretende recuperar as matas ciliares destas bacias. Com a preservação da mata o Governo e a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) vão reduzir os custos do tratamento de água, já que reduzirá a quantidade de sedimentos (barro) que irá para os rios.
Nos últimos oito anos, a Cesan teve que aumentar a quantidade de químicos para tratamento da água em 50% além de ter que parar Estações de Tratamento e Água (ETA) quando o rio está com elevado nível de turbidez (sedimentos) na água. O vice-governador Ricardo Ferraço enfatizou que “Os rios Santa Maria e Jucu são responsáveis pelo abastecimento de mais de 40% do nosso Estado e este projeto representa a tentativa de nós virarmos uma pagina que produziu a deterioração dos nossos recursos hídricos e só aumentou os custos do tratamento de água”.
O economista ambiental que representa o Banco Mundial no projeto , Gunars H. Platais, lembrou “o Florestas para Vida é mais um empurrão que o Estado dá para a sustentabiliade do uso do solo. O projeto pretende criar um mercado onde há uma troca. Tanto o fornecedor quanto consumidor recebem. A ideia é simples, o que fornece o serviço deveria ser pago e o que u sa o serviço deve pagar”.
O projeto com a ordem de investimentos de R$ 12 milhões tem parceria também com a Instituto de Biodiversidade (Ibio), Vale, Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica (Ipema), a Conservação Internacional, Chão-Vivo e a Fundação Promar.
Extraído do Jus Brasil
Florestas para a Vida facilitará tratamento de água feito pela Cesan
O projeto Florestas para a Vida, que foi oficializado na tarde desta sexta-feira (05), em solenidade no Palácio Anchieta, contribuirá para facilitar o tratamento de água realizado pela Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan). Isso porque a preservação da Mata Atlântica ao longo da margem dos rios Jucu e Santa Maria diminuirá a quantidade de sedimentos (barro) que dificultam o tratamento da água quando chega nas estações.
Nos últimos oito anos, a empresa teve que aumentar em 50% a quantidade de produtos químicos utilizados no tratamento, modificar o processo utilizado e precisou paralisar algumas vezes as estações devido ao elevado nível de turbidez (sedimentos) da água captada nesses mananciais. Nesse sentido, o Florestas para a Vida tem o objetivo de reduzir essa degradação.
O governador Paulo Hartung lembrou que a luta para mobilizar a sociedade e estimular boas práticas ambientais é difícil. Entretanto, segundo ele, o Espírito Santo conseguiu avançar muito. Os projetos Florestas para a Vida e Produtores de Água nasceram do Programa Águas Limpas, que representa o maior investimento em saneamento da história do Estado. Esses três pilares estão interrelacionados e são fundamentais para melhorar a qualidade dos serviços de saneamento oferecidos à população, além de preservar o meio ambiente, destacou.
Durante a ocasião, o presidente da Cesan, Ricardo Goldschmidt, e o secretário estadual de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Paulo Ruy Carnelli, assinaram o acordo de execução do projeto em que a Cesan fez a doação de R$ 2,17 milhões de recursos próprios a serem investidos na recuperação da Mata Atlântica no Espírito Santo, utilizando as bacias dos rios Jucu e Santa Maria da Vitória como área piloto para a implantação, porque abastecem aproximadamente de 95% da população da Grande Vitória.
Os recursos foram destinados ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e ao Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para apoiar as ações do projeto, como fortalecimento da gestão nas bacias, pagamento por serviços ambientais, proteção da biodiversidade, adoção de práticas sustentáveis do uso do solo, monitoramento e avaliação do projeto.
O orçamento do projeto Florestas para a Vida é de US$ 12 milhões, sendo US$ 4 milhões doados, a fundo perdido, pelo Fundo Global de Meio Ambiente (GEF). O receptor da doação é o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), tendo o Banco Mundial como agente implementador. Além disso, o projeto conta com as parcerias da Ibio, Vale, IPEMA, a Conservação Internacional, Chão-Vivo e a Fundação Promar.

